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A despeito do abalo global causado pela crise americana, o setor bancário continua numa forte concorrência para ganhar o cliente do crédito imobiliário. As estratégias são agressivas: os prazos de pagamento, por exemplo, foram estendidos para até 30 anos, e o mercado passou a oferecer planos com parcelas fixas. Além disso, hoje já é possível financiar 80% do valor do imóvel. Ou seja, a poupança para dar de entrada nem precisa ser muito grande.

Os agentes financeiros também vêm se antecipando ao desejo do cliente de adquirir a casa própria via crédito préaprovado aos potenciais compradores. O Bradesco distribuiu, no ano passado, cerca de 860 mil malas-diretas com ofertas de operações pré-aprovadas de crédito imobiliário. Com essa estratégia, seguido dados da instituição, aumentou a participação no mercado de financiamento habitacional à pessoa física de 7,7% em 2005, para 12,8% em 2008.

Cm isso, os financiamentos imobiliários com recursos da poupança atingiram, no país, o valor recorde de R$ 3,494 bilhões em agosto, com alta de 94,59% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança. (Abecip). O número de unidades financiadas aumentou 89,28% na comparação dos dois períodos, para 34.798.

Mas quem pretende entrar num financiamento imobiliário deve levar em consideração que, com a crise, os bancos podem reajustar suas taxas a curto prazo, alertam especialistas. Vale pesquisar instituições e modalidades de financiamento. No cenário de inflação alta, o crédito prefixado, apesar do custo maior do que o pós-fixado, é mais atraente.

Se pensarmos num cenário inflacionário, os financiamentos com taxas prefixadas são atraentes neste momento diz Osmar Roncolato Pinho, diretor de Crédito Imobiliário da Febraban.

FONTE: INFO IMÓVEIS